2007-01-29

Uma das melhores anedotas de sempre


Uma loira lindíssima ia atirar-se da ponte 25 de Abril, quando aparece
um marinheiro:

Marinheiro: - "Eh, pá, miúda, não faças isso!!!"
Loira: - "Vou atirar-me, a minha vida é uma desgraça!"
Marinheiro: - "Não faças isso! Olha, o meu navio está de partida para o Brasil. Porque é que não vens comigo e pensas melhor? Chegando lá, se tu ainda te quiseres matar, pelo menos ficaste a conhecer o Brasil."

A loira achou a proposta razoável e seguiu com ele para o porão do navio, onde viajaria clandestinamente. Durante duas semanas ele visitava a loira à noite, levava-lhe comida e água e dava-lhe uma queca. Todos os dias, comida, água e pimba.
Um dia, o comandante fez uma inspecção ao porão do navio e descobriu a loira. Ela não teve alternativa senão contar-lhe a verdade:

Loira: - "Sabe, Sr. Comandante, eu estou aqui a viajar para o Brasil, porque um marinheiro salvou-me da morte. Todas as noites ele traz comida e água, e, como agradecimento, eu deixo-lhe dar-me uma queca. Fizemos este acordo até chegarmos ao Brasil. Ainda falta muito para lá chegar?"

Comandante: -"Não sei, menina, mas enquanto eu for Comandante,
este catamaran faz a travessia Barreiro-Terreiro do Paço e volta."

2007-01-25

Famel Zundapp 3



Esta e outras bombas em www.motorizadas50.com/tunning.htm


Duvido que Miguel Esteves Cardoso tenha escrito alguma coisa sobre este baluarte da cultura portuguesa.
É um erro crasso, se não o fez. E digo isto porque não a encontro na Causa das Coisas, pedestal onde poderia figurar em perfeito pé de igualdade com os outros objectos.

Urge informar a faixa litoral portuguesa de que o interior do país - mais precisamente a Região Centro - não está bem descrito em nenhum estudo sociológico ou afim. Digo isto porque sei de fonte segura que a Zundapp 3 não figura em nenhum relatório nem é alvo de análise sócio-cultural. Vamos então colmatar tão grave esquecimento:

Em conjunto com a Casal Boss ou com a Sachs Fuego, a Famel Zundapp 3 (notem o peso e pujança destes nomes) é em si própria História Contemporânea do Chamado Portugal Profundo (que passarei a designar por HCCPP, pelo tom simultaneamente estadista e sindicalista que adquire a sigla)...(ah: e também porque são menos letras). Situemo-nos:

Década de 80: as aldeias e as pequenas vilas de Portugal não são nada sem estas velozes bombas. Enquanto que em Lisboa os meninos queques andam de scooter ou de DT (alguns meninos da aldeia também tinham, mas eram só os ricos), o matarruano andava de Zundapp. Ou Casal. Ou Sachs.

- Para que não seja perseguido por broncos de capacete em riste, deixo desde já aqui a confidência: "SIM, EU TIVE UMA SACHS!!!" - E QUE BONITA QUE ELA ERA!!!

esta é igual:


(espero que assim não me persigam com as motoretas diabólicas)

Passei ao lado de uma carreira de matarruano, como acabam de perceber. Mas era o único meio de transporte minimamente digno e motorizado que se podia arranjar com os trocos que ganhava a trabalhar no verão. Comprei-a com 16 anos.

Biografias à parte, a Z3 (nome querido para FAMEL ZUNDAPP 3) pode ser vista por todo o lado, nas mais variadas tarefas: desde o trabalho do campo até ao motocross pacóvio, na entrada do café central ou no campo da bola, atrás da mata ou em frente aos correios. Lá está ela, sempre digna no seu tamanho de porta-chaves.

Facilmente confundível com a Casal Boss, a Z3 contribuiu mais para a HCCPP do que todas as outras "cinquentas". É seguramente o modelo de mota que mais matarruanos transportou na HCCPP. O seu uso é transversal às faixas etárias, abrangendo o grunho novo (12, 14 anos), o grunho estúpido (dos 15 aos 17), o calhorda adulto (dos 18 aos 30), o matarruano de meia-idade, e claro, o montanheiro sénior, vulgo velhote.

Desengane-se quem pensa que estas motorizadas andam apenas a gasolina. Elas apenas se movem com mistura de gasolina aditivada, óleo e álcool. Este último composto químico é atestado no condutor, os outros dois, no veículo, embora isto não seja sempre verdade: também há bronhos levados pela burrice que experimentam misturar no depósito álcool, bolas de naftalina, gasóleo agrícola, etc... Geralmente o resultado não é o melhor.

Mas continuando no álcool: só este composto, ingerido geralmente sob a forma de "mini sagres", às 24 de cada vez, torna possível o funcionamento do Piloto Automático, sem o qual nunca a viatura tomaria o caminho certo de volta a casa.

Se passarem por uma Zundapp 3, por favor desviem-se e deixem o homem ir em contra-mão, que ele não tem culpa. São os normais "desvios" do Piloto Automático.

2007-01-17

Novo Logótipo da Casa Pia



...Errr... Nem sei como começar...


QUEM É QUE FOI O DESIGNER DESTE LOGÓTIPO????!!!! - E pior: qual foi o responsável da Casa Pia que aprovou e COMPROU o logótipo ao designer???!!!

Será que sou eu que vejo maldade em tudo, ou aquilo é mesmo um "blowjob" figurativo?

Será um happening? - Uma crítica à realidade em que vivemos? Se é... está genial.

Agora... Se não é...

2007-01-15

Futebol



Quem me conhece, sabe que nunca fui um fanático por futebol, e que tenho um talento futebolístico parecido com o talento musical do grande José Cabra... Para mim, futebol a sério é ver o Benfica (sou um bom chefe de família, o que pensavam?) com umas bejecas e uns "mindins" ou uns "tramoços" a acompanhar. Mas não me perguntem quem é o trinco ou o médio esquerdo, que isso não sei nem quero saber... Mas gosto de "ver a bola" num bom tasco.

- Isto porque sou de Abrantes e não renuncio as minhas origens tavernáculas. Não há nada melhor do que entrar num tasco lá da zona e pedir ao velhote para provar o tinto. Ele saca de um copo de três quase lavado e enche até não dar mais, nós apoiamo-nos sobre o balcão de mármore (cheio de marcas de vinho e com um belo odor a falta de limpeza), engolimos a zurrapa e mentimos: "muito boa, esta pinga, senhor Zé Manel" - e ele oferece o conduto.

Mas isto tudo, embora não pareça, tem que ver com uma questão bem mais bonita: a vitória do Atlético Clube de Portugal sobre o Fiê Ciê Piê e o consequente afastamento dos homens do norte da taça de Portugal. O que me apraz dizer sobre o assunto é só e apenas isto:

O ABRANTES FUTEBOL CLUBE GANHOU NA SEMANA PASSADA AO ATLÉTICO!!!! 1-0 !!!

AH! AH! AH! AH! AH! AH! AH! - Só o FCP é que não os derrota! AH! AH! AH! AH! AH!

2007-01-03

Cármen, ou a bebé mais rápida do Mundo



Imagem retirada de: http://zeoliveira.blogs.sapo.pt

Se fizerem uma pesquisa no Google ou noutro motor de pesquisa qualquer, experimentem a expressão "primeiro bebé 2007". Aparecem uns bebés brasileiros e numa das entradas pode-se ler que a criança nasceu "nos primeiros minutos" de 2007.

Experimentem agora fazer a mesma pesquisa mas só em páginas de Portugal...

"O primeiro bebé de 2007 nasceu na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, às 00:00, é uma menina chama-se Cármen e pesa 2,420 quilogramas, disse à agência Lusa fonte da equipa de pediatria da maternidade."

in Diário Digital

Pois é, os partos, nos outros países de língua portuguesa demoram alguns minutos, sendo que se arrastam das 00.00h até, vá, às 00.15h, suponhamos.

Em Portugal, não. O português nasce à hora certa, com uma pontualidade britânica. À décima segunda badalada, eis que Cármen - com esse nome bem português - decide vir ao mundo. E em boa hora o fez, piscando o olho ao júri do Guinness Book of Records. Se querem saber a minha opinião, parece-me que a pobre Carmencita já tinha nascido, mas às 23.50h. O médico, disfarçadamente, chega-se para a frente e mete a mão na cabeça da desafortunada Cármen, empurrando-a outra vez lá para dentro, e segredando: "Vais ser a primeira bebé de 2007, deixa-te estar quietinha aí dentro!"


Será que depois do recorde para o fogo de artifício na Madeira, os Portugueses se podem agora orgulhar de ter o bebé mais rápido do Mundo? Talvez não...

...Mas temos concerteza os médicos mais aldrabões!

(E nem vou falar das Urgências do Santa Maria...)

NOTA: Porquê Cármen com acento? Só Carmen não era suficientemente mau?

2007-01-02

Ano da Graça de Dois Mil e Sete



Afinal não foi desta...

Muitas profecias afirmavam que no dia 06 de Junho de 2006 o Mundo iria acabar com um impacto de um enorme meteoro. Essa data estaria nas escrituras de Nostradamus, e explicaria o significado do misterioso número 666 (Dia 6 do mês 6 do 6º ano do segundo milénio).

Ou seja, 2007 trouxe-me um pensamento à mente:

"Nostradamus, és uma merda!"

... e outro ainda:

"Nostradamus, continuas a ser uma merda, ainda que o JAC goste de ti!"

(p.s.: JAC, obrigado pelo reparo.)