2007-06-22

Apocalitptus, Virgens Loucas, Úfos e mais coisinhas boas


Anda a correr por essa blogosfera fora o mítico "Arrebatamento", obra maior do Pastor Adelino de Sousa, onde pululam alegremente imagens do «Apocaliptus» - uma mistura de Apocalipse com Calipo e Eucaliptus - juntamente com Úfos e Virgens Loucas.
Ao que parece, o padre deixa em CD esta gravação (que o próprio proíbe desde logo que seja vendido) para nos salvar. A mim, salvou-me do tédio.
Não percam os remix's em aqui
(os meus preferidos são os do Ricardo Afonso, Pedro Homem Fonseca - dos Cebola Mol - e de DJP)
AMEN

Pensamento positivo





Hermeto Pascoal, no disco "Festa dos Deuses" (1992), usa um discurso de um padre - muito provavelmente da IURD ou coisa que o valha - para depois o repetir perfeitamente, transferindo através do seu ouvido absolutamente absoluto aqueles sons para música. O padre reza assim:


"Exatamente isso, minha gente. Pensamento negativo atrai pensamento negativo. Pensamento positivo é o que os ingleses chamam 'wishful thinking'. Pensar positivo, querer pensar positivo, atrai bons fluidos. Eu sei exatamente os instrumentos de que nós precisamos dispor para atingir esse objetivo; e eu tenho sobretudo dentro de mim uma fé enorme em Deus, e um ideal. Eu tenho um ideal. Eu sou uma pessoa idealista."


Eu também sou uma pessoa idealista. Só não tenho é um ideal.


Mas ontem enquanto esperava pelo metro, olho para uma das telas de projecção e subitamente passo a acreditar em Deus. O meu pensamento positivo atraiu bons fluidos:

"Derlei foi vendido ao Sporting"


Qual Kinder Gran Sorpresa qual quê! - Isto sim, são três desejos de uma vez. Não só nos desfizémos da maior ave rara da equipa (até a águia Vitória joga melhor à bola quando está inspirada), como ainda ganhámos dinheiro com isso. E a cereja em cima do bolo: foi vendido ao Sporting (vulgo Zbording), o que significa que na próxima época, se Derlei for titular (e já pedi a Alexandra Solnado para me confirmar isso com o Senhor), os derby's lisboetas vão ter muito mais piada.


Assim queira o Senhor.


E se Joe Berardo conseguir comprar as acções dos benfiquistas, promete 4 jogadores em troca, o que significa que há de facto a possibilidade de figurarem no plantel 7 jogadores que sabem o que fazem. Já não era mau...


Estou feliz. Deus é benfiquista.


Será que ELE venderá as suas acções a Berardo? Não percam o próximo episódio.

2007-06-06

Terry Rodgers

Terry Rodgers - Mirror, Mirror, of Us All, 2004, 62" x 66", oil on linen
Não, não passei de um blog cómico-badalhoco para um blog simplesmente badalhoco.

A intenção é outra: a partir de hoje, darei um novo rumo a este cantinho à beira-html plantado, divulgando o pouco que vou conhecendo do mundo da arte visual. Não tenho pretensões pseudo-artísticas, nem de candidato a crítico de arte. Trata-se de aproveitar este espaço para partilhar legalmente imagens (colocadas na Internet pelos autores ou seus representantes) que por uma razão ou outra me vão cativando.

A ideia é ir aprendendo alguma coisa, quer com os vossos possíveis comentários quer com sugestões de novos temas / imagens a colocar aqui.

Terry Rodgers foi a minha primeira escolha pela actualidade que imprime nas imagens criadas, quer no aspecto dos motivos versados, quer pela técnica que usa. Um pintor exímio, que parte da fotografia para chegar à pintura. Dito assim, espartanamente, induzirei em erro muita gente...
Passo então a explicar:

A imagem acima não é um momento real, mas uma amálgama milimetricamente montada de imagens fotográficas que Rodgers junta, criando uma nova realidade. Para isto, fotografa quer amigos quer completos desconhecidos, modelos profissionais, etc. e posteriormente cria um ambiente onde dispõe as personagens, construindo um inquietante teatro, cujo tema tem sido a análise crítica das classes média e alta da sociedade norte-americana do Século XXI.

Num primeiro contacto, a imagem prende o olhar pela nudez dos corpos, pela composição e pelas cores. Depois, as expressões dos "actores" causam-nos um estranho desconforto. Algo parece não fazer sentido ali. Começamos a sentir um imenso vazio emocional dentro de ambientes de suposta diversão, onde há festa, álcool, drogas e sexo. Há uma desconexão social, um alheamento que sugere uma profunda insatisfação.

Fica aqui esta simples introdução, que para quem já conhece o trabalho de Rodgers não valerá de muito, mas que dá as boas-vindas todas as opiniões e contribuições.

Passem pelo site do autor e digam-me de vossa justiça: http://www.terryrodgers.com/