2007-08-10

Riso politicamente incorrecto


Remando contra todas as críticas, fui ontem ver o Simpons - The Movie. E ainda bem que remei, porque o filme é de facto muito bom: não, não se trata de mastigar o mesmo conceito da série televisiva insuflando-o para o cinema. O filme é mesmo bom, melhor até que muitos dos episódios dos Simpsons já considerados clássicos. Tem punchlines hilariantes e um humor umas vezes refinado, noutras absolutamente negro e por vezes até lascivo, com asneirada e tudo. Em resumo, o melhor do humor de Mat Groening.

Mas não é do filme em si que quero falar (embora o título do post se adequasse), é de um anúncio que passa antes dos filmes começarem. Um apelo à tolerância, à luta contra a xenofobia e o racismo, que certamente já viram ou vão ver da próxima vez que forem ao cinema.

Consiste em enumerar as palavras em jargão, normalmente usadas para referir uma determinada nacionalidade ou raça, de modo a sensibilizar a plateia a quando sair da sala, reflectir sobre o seu uso. Excelente objectivo, não fosse um probleminha (pelo menos para mim):

O anúncio começa com o écran negro, no qual surge a palavra "MONHÉS", que é depois lida por uma voz off. Ora a palavra "monhé" é para mim um detonador de riso absolutamente fatal. Dei uma gargalhada com o cinema cheio, tudo calado a ver aquilo atenta e reverentemente... Depois olhei para a Liliana e disse: "tenho a leve sensação de que não me devia ter rido disto..."

Prosseguem depois, enumerando "pretos", "árabes", etc., e eu tudo bem. E não é que depois surge outra das palavras que me faz rir à parva: "CHINOCAS"... Aqui aguentei-me e ri-me para dentro, para não sair do cinema a ser olhado por toda a gente como o maior xenófobo do Mundo.

Quem me conhece bem sabe estas 2 coisas acerca de mim:
1 - não sou racista nem xenófobo nem nada que se pareça;
2 - certas palavras têm em mim um efeito de riso incontrolável.

Há palavras que têm simplesmente piada, politicamente incorrectas, mas hilariantes. O melhor humor britânico contemporâneo (veja-se o caso de Little Britain ou de Catherine Tate Show) explora agora os temas tabu das sociedades ocidentais, de um modo completamente despudorado e a meu ver nada ofensivo. Trata-se de ridicularizar a própria sociedade xenófoba e não os caricaturados, trata-se de perder a reverência bacoca pelo não-uso de expressões que possam ofender alguém, de fazer um humor não emoldurado, sem imposições de qualquer tipo.

Ao contrário de muita gente, vejo a comédia como uma arte maior, e como tal, impassível de ser amordaçada, sob risco de cair na vulgaridade. É óbvio que há limites, mas a boa comédia balança-se nessas cordas-bambas sem cair. É preciso é talento, e esse falta em muitas supostas comédias, essas sim insultuosas por não terem piada nenhuma.

A verdade é que só se ofende quem não tem sentido de humor, e esses, sejam pretos, brancos, azuis, amarelos ou às riscas, merecem-no. Aprendi isto quando tinha uns 16 anos, com o meu irmão, que na altura tinha menos de 10: eu tinha a cara cheia de complexadas borbulhas adolescentes (mais borbulhas do que propriamente cara) e ele virou-se para mim, com um trinaranjus na mão e disse: "olha, tu não podes beber disto - diz aqui «sem borbulhas»" - Impossível não rir.

PENSAMENTO DO DIA: Não será a preocupação excessiva em não usar este tipo de termos uma estranha forma de racismo ou de xenofobia?

2007-08-07

O concurso mais difícil de sempre

Este concurso japonês é praticamente impossível de ser ganho...

Consiste em colocar um vídeo do gajo que fala pior inglês em todo o Japão, para ver quem se aguenta sem se rir durante mais tempo. Quem se ri, leva um monumental porradão no traseiro.

Impressionante como é possível alguém resistir a rir. Experimentem.

Eu perdi logo na terceira palavra.