2010-11-29

Let's look at four treilas


A Rede Social: É essencialmente um filme biográfico com diálogos acelerados. É informativo mas não passa de um filme mediano e tem o Justin Timberlake a fazer de Sean Parker (o criador do Napster), que é mais ou menos a mesma coisa que ter a Catarina Furtado a fazer de Maria José Valério: não há quaisquer parecenças e é má ideia.
Apreciação: *** Para ver quando quiserem acabar com a conta do Facebook.



Como treinar o seu Dragão: Um excelente filme de animação com um texto muito bom e com a particularidade de os dragões serem inspirados em animais de estimação, coisa que pode ser um atractivo para cat lovers e ao mesmo tempo uma barrigada de riso para quem é mais um dog dude.
Apreciação: ***** Para ver com o vosso animal de estimação. Levem-no dentro do casaco para o cinema, que vai valer a pena. Eu levei os meus 3 Serras da Estrela.



O Amor não tira férias: Uma verdadeira comédia romântica, com um excelente elenco e um argumento ao mesmo nível. Destaque para a relação especial entre Iris (Kate Winslet) e Arthur (Elli Wallach, de O Bom, o Mau e o Vilão), que a par da relação entre Jude Law e Cameron Diaz faz o ponto alto do filme. Jack Black é a cereja em cima do bolo.
Apreciação: ***** Para ver quando se tem saudades de uma comédia romântica a sério. Aviso: possibilidade de crises de choro e de riso em simultâneo.



A Origem: Já acordaram dentro de um sonho e depois perceberam que estavam ainda a sonhar? A Origem é mais ou menos isso, mas sem terem abusado de estupefacientes na noite anterior. DiCaprio não está propriamente na sua melhor interpretação, mas cumpre os mínimos. É de resto esse o sabor que fica em relação ao filme todo: fica-se com uma indecisão entre "isto foi bom ou foi uma grande merda?".
Uma espécie de Matrix, mas felizmente sem Keanu Reeves.
Apreciação: **** Para quem gosta de efeitos especiais e tem paciência para tentar perceber todos os pormenores, sendo que só assim ficará minimanente ansioso quando no fim a acção se estiver a desenrolar com uma tensa música por trás. Caso não tenham essa pachorra, vão ficar a ver aquilo e a pensar "para quê tanto tambor?".

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2010-11-26

Darth Ramos


Nunca vi um filme de Star Wars até ao fim. Já tentei fazê-lo por mais do que uma vez, porque achei que se os outros gostavam eu também deveria gostar, mas...

Nada.

Zero.

- Acho que senti que o Cláudio Ramos sentiu na cama com a ex-mulher.

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Citroën Haxixe


Finalmente percebi aquela canção infantil:

O Mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz


"Mar" é o nome do chavalo que enrolava ganzas na praia e lhes metia muito pouco tabaco.

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Indies e Cóbóis


Já não podia mais com a altivez e a arrogância do pessoal que achava que a música Indie era para gente superior e com óculos de massa demasiado grandes para a cara. Enoja-me aquela subcultura que acha que o é, sendo de facto mais mainstream do que a música Pimba, e que nem sequer se entende a si própria.

Agora, finalmente, o Indie morreu.

Em Portugal ainda é cool ser-se indie, mas os verdadeiros gajos "alternativos" já andam em stress: o que fazer agora que o Indie morreu? O que vestir? O que fazer aos óculos? E aos ténis de pano? E às calças justas?

Pois é, pessoal, isso agora já não é fixe. O que rula é isto:



Yap. Ser Nerd está na moda. Ergam-se, informáticos punheteiros, o Mundo é vosso! Finalmente, a fama, a coolness, as mulheres, tudo o que sempre desejaram!

- É mentira, só está na moda parecer-se Nerd. Sê-lo, continua a mesma merda de sempre. A parte fixe é que podem sempre confundir-vos com uma imitação, e ainda podem facturar, assim ao engano.

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2010-11-25

Bocas



Será que Mick Jagger ainda canta o Time is on my side?

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Inter Mâché



Tanto na imagem acima como na vida real o Hugh Laurie está cheio de papel.

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Cleavage Spotter!



Mandem pausa no minuto 0'52'' e vejam o homem que aparece petrás. Depois reparem no fugaz movimento que ele faz com os lábios, como quem diz "uuuuui", mas lá na língua deles.

Errata: Afinal o senhor não é um amaricano. Chama-se Bernardo Bairrão e é...

...administrador da TVI.

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E agora um intervalo comercial



Novas tampas de sanita almofadadas Relax: é como cagar no sofá da sala mas sem ralharem consigo.

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You asshole


Esta noite sonhei que tinha mostrado o cú na Assembleia, chocando a Rainha de Portugal. Não sei se me devo preocupar mais com a desactualização política dos meus sonhos ou com o facto de andar por aí a sonhar com o cú de fora.

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Viva a Greve Geral


Como devem ter reparado, o Grilus Falantis aderiu ontem à Greve Geral.

Fui para a Avenida da Liberdade para uma manifestação que não existia e acabei a ver um triste concerto da CGTP com o Jorge Palma, o Camané, o José Mário Branco, o Janita Salomé e uma velha comunista a fazer uma dança exótica completamente on acids.

- Estamos bem fodidos.

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2010-11-23

Guerra de Estrelas


Queres defender el-Rei? És sensível? Aprecias andar bem vestidinho? Gostas das artes performativas em geral e frio não é coisa que te meta medo? Aprecias bacalhau do bom e não resistes a uma boa coreografia? Então junta-te à Guarda Real Norueguesa!

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Tuesday, tuesday

Estou com tanta vontade de trabalhar e com uma produtividade tão alta, que se hoje fizesse um filho a alguém, daqui a 9 meses sairia assim:



- Míope.

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2010-11-22

Plastifica-mos

Se há característica transversal a toda a década de 80 e que perpassou ainda para os anos 90 foi a inclinação da populaça em geral para plastificar e forrar coisas.



Ninguém ousava, por exemplo, andar com o carro sem lhe enfiar capas foleiras que tinham por missão destoar com qualquer tablier de qualquer carro do Mundo. Ninguém. Se os estofos eram de pele era porque eram caros e eram de pele, portanto tinha que se proteger do sol. Se eram de tecido, era porque não eram de pele como os dos ricos e sujavam-se. E isso desvalorizava o carro. Em 7 ou 8 escudos, como se veio a constatar mais tarde, mas desvalorizava.

Ninguém tinha corredores sem passadeiras. Ou alcatifa, que era uma espécie de platificação do pavimento da casa inteira, mas em mais mal-cheiroso. Havia até quem forrasse - pasmem-se os mái novos - as tampas das sanitas. Com pelúcia ou com um material à prova de água, uma espécie de napa mas só para lavabos. Que fique aqui registado que já usei uma. Cor de rosinha. E não era só a tampa, como também aquela outra tampa (como se chamará?) onde nos sentamos para, enfim, obrar.

Forrava-se tudo. Quantas e quantas vezes fui eu castigado e severamente punido por não ter plastificado o cartão de aluno? Porque assim dobravam-se-lhe as pontas e ficava um desleixo. Eu nunca plastificava porque podia-me fazer falta a fotografia para trocar com a de alguma miúda, e isso evitava que eu tivesse que passar pelo drama de ir ao fotógrafo novamente, tirar fotos tipo-passe "cabeça para cima, ombro para a frente, sorri, não mexe Tchleck!" e depois ficava-se na parede dos pega-monstros, que era como chamávamos ao mural que o fotógrafo fazia com as nossas tristes caras borbulhentas.

Mas aquele que para mim é o supra-sumo da plastificação de coisas, muito para além dos clássicos naperons plastificados ou mesmo de sofás inteiros plastificados é...:

- O comando plastificado.

Ousar mudar de canal com um comando nú, despido do plástico que o envolvia e o agasalhava era quase como apalpar as mamas à noiva durante o discurso do padre. Sendo-se o padrinho. Era heresia pura. Sempre me fez confusão ir a casa de pessoas que tinham os comandos embrulhados em sacos de plástico transparentes e colados com fita cola. Cheguei a ter em mãos uma plastificação dessas, mas toda ela feita com um saco branco, opaco, e a dizer Continente. Com um furo na ponta, porque "não mudava muito bem de canal".

Há por aí muito boa gente que hoje em dia já nem tem as televisões que se estragaram, os vídeos que comeram aquela cassete do casamento do mái novo, mas os comandos, esses, hão-de permanecer absolutamente intactos.

O que eu nunca percebi foi o objectivo disto. Preservar o comando para os povos do futuro verem como éramos intelectualmente superiores? Os bacanos que no ano 2580 se meterem numa máquina do tempo e viajarem até 1987 vão ficar maravilhados com o carinho com que se preservava aquela invenção que nos permitia mudar da RTP1 para a RTP2 e vice-versa, as vezes que desejássemos. E pôr mais alto. E especialmente, desligar, quando aparecesse a gaja do "Crime, disse ela".

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Monday, monday V

Estou com tão pouca vontade de trabalhar e com uma produtividade tão baixa, que se hoje fosse uma cantora, disfarçar-me-ia de sino da Torre dos Clérigos:

Monday, monday IV

Estou com tão pouca vontade de trabalhar e com uma produtividade tão baixa, que se hoje fizesse um filho a alguém, daqui a 9 meses saíria assim:

Monday, Monday III

Estou com tão pouca vontade de trabalhar e com uma produtividade tão baixa, que se trabalhasse no El Bulli, a criação de hoje sairia assim:

Monday, monday II

Estou com tão pouca vontade de trabalhar e com uma produtividade tão baixa, que se trabalhasse numa pizzaria, a margherita sairia assim:

Monday, monday


Estou com tão pouca vontade de trabalhar e com uma produtividade tão baixa, que se trabalhasse numa linha de montagem da Rolls Royce, o Phantom que montaria hoje teria mais o aspecto de um Phanda.

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2010-11-19

Dia do Homem

O Mundo tem vindo a assistir a enormes modificações. Uma delas tem sido a bem sucedida escalada da mulher no até agora irregular plano social, rumo à igualdade entre sexos.

Assumindo que a nossa facção desta guerra dos sexos está cada vez mais a perder terreno, estando as mulheres em larga maioria no ensino superior e a dar cartas nas mais variadas posições de destaque (há primeiras-ministras, presidentes, directoras de multi-nacionais, etc... qualquer dia até as deixam conduzir automóveis.), quem começa a ser uma minoria ostracizada somos nós, os homens.

E é basicamente por isso que hoje, dia 19 de Novembro, é o Dia Internacional do Homem. Já temos uma data para festejar a nossa minoridade. Aproxima-se o dia por que tanto anseio: aquele em que ficaremos todos em casa a tratar da prole e dos afazeres diários enquanto a mulher ganha o sustento da família e no fim do dia vem-nos pedir para lhe descalçar os sapatos e lhes darmos prazer.

Aaaaaaaah, vida boa, aqui vamos nós!


Entretanto, aqui ficam alguns espécimes dessa antiga glória chamada homem:















Se és mulher, mas depois de veres isto também tu queres ser homem, clica aqui!

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Bloody Mary



Ontem fui à estreia de uma peça no Teatro D. Maria II, e como me tinham oferecido um camarote, levei uns amigos para darmos uma de fidalgos.

Ficar num camarote num teatro construído em 1846 é sinónimo de não ver nada para o palco. Naquela altura o que interessava era mostrar à alta sociedade as novas roupas chic importadas e dar um ar blazé de dândi podre de rico. Ver de facto a peça era secundário. Até porque se apagava a iluminação.

Hoje em dia dá para distinguir os pelintras que assistiram à peça em camarotes com fraca visibilidade simplesmente pelos torcicolos com que ficam por estarem 2 horas sentados em cadeiras de pau e debruçados num corrimão fofinho.

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