2009-03-31

Haunted Micro Machines


Estava eu descansadinho na minha potentíssima Vespa50, parado num semáforo, para entrar na Av.ª Morais Soares, quando vejo um Smart em quatro piscas a virar na minha direcção, ou seja, em sentido proibido. E vou eu e penso assim "Olha, está um mini-carro a vir em quatro piscas na minha direcção" e depois olho melhor e penso "Que engraçado, parece que não vai ninguém lá dentro..." e depois olho com os olhos arregalados "Foooooda-se, que não vem mesmo ninguém lá dentro!!!!" e não tive reacção nenhuma. E as Vespas também não têm marcha-atrás...

Fiquei a ver um mini-carro conduzido ou por fantasmas ou pelo gajo que trabalhava na série Duarte e Companhia, a vir na minha direcção. O que vale é que graças a Deus e à C.M.L., a Morais Soares está tão cheia de buracos como a superfície lunar e o carro lá parou num deles, salvando-me a sanidade física e especialmente a mental.

- Nunca iria recuperar de ter sido abalroado por um mini-carro sem condutor.

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2009-03-30

A Chave para o Suspense


Estava eu a fazer a cópia de uma chave em Ipanema (não era, mas naquela loja só faltava a areia), quando ao meu lado surge uma figura feminina bastante apressada e segura de si, que se vira para o empregado:

- Desculpe
- Pois não...?
- Eu quiria eeeeeeee...
- Eu quiria eeeeeeeeeee...
- Eu quiria eeeeeeeeeeeeeee...
- Ai, qué vê qui eu esqueci...?
- Ai, mais o qui é qui eu quiria...?

E o senhor, a dar tempo para ela se lembrar, dá-me a chave, recebe o dinheiro, faz o troco, obrigado-de-nada-bom-dia...

CÁLENDÁRIO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
- CÊIS TÊM CÁLENDÁRIO !!!?

Estive para lhe dizer: "Para que é que você quer um calendário, se nunca se vai lembrar em que dia estamos...?"

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Carlos Que-Nój...



Tal é a tristeza que a selecção nacional provoca aos emigrantes portugueses lá em Paris da França, em Bordéus da França, em Lyon da França, em Montpellier da França e em La Roche Sur-Yon da França...

Que a economia da França entra em recessão.

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2009-03-27

As Mamas da Bellucci

Ora bem.

- Digamos que é sexta feira e que me não apraz trabalhar.

- Digamos também que se há coisa de que não me farto, é das mamas da Monica Bellucci.

- Digamos de seguida que ontem 8 pessoas discutiam em minha casa sobre a interessante temática "Mamas da Bellucci".

- Digamos que essa temática levou a que neste momento eu tenha um link para uma foto da Monica Bellucci toda nua nos Favoritos no portátil.

- Digamos que se eu não apago aquilo em breve, corro o risco de me esquecer dele lá.

- Digamos que se me esqueço daquilo lá, corro o risco de algum shôtôr, shôr engenheiro ou etc., dar por ele antes de mim numa qualquer reunião.

- Acrescentemos que não serviria de nada argumentar - e com verdade - que "foi a minha namorada que pôs isso aí... Ahah... Er...Pois..."


Isto tudo foi para vocês não abrirem o blog e levarem com esta imagem assim de chapa. Dei-vos o tempo necesário para reflectirem "Será que lá em baixo estão MESMO as mamas da Bellucci?".

Estão, pois.

Portanto em vez de se queixarem do excesso de "digamos", agradeçam-me não terem sido catados. Ora o assunto em discussão, que eu quero trazer para aqui é o seguinte:

As mamas da Bellucci, são dela ou são do médico?

[As seguintes imagens podem ferir a susceptibilidade de quem é parvo.]







...Não sei porquê, agora ficou-me a apetecer caviar.

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Yes We Can Reserve



Não, não é. O nome é apenas parvo.

Não digo que todos os vinhos tenham obrigatoriamente que ter um nome começado por "Quinta disto", "Herdade daquilo" ou "Terras não sei d'aonde", mas... Yes We Can Reserve 2007?

Onde é que isto vai parar? Qualquer dia estamos a enviar cães d'água ao Obama...

Ainda por cima, o vinho podia ser de Freixo de Espada-à-Cinta, de Escalos de Cima ou de Cuba do Alentejo... Mas não. É de onde?
- De Abrantes.

O que é que eu fiz a Nosso Senhor Obama para merecer isto? Porque é que os meus conterrâneos não páram quietos com a estupidez? Vocês podem achar que sou eu que me estou a enervar c'os nervos, mas não. Tenho razões para isso. É que não é só o nome do vinho que é estúpido. O modo como é feito é imbecil e processa-se em condições idiotas.

O vinho estagia em barricas de carvalho francês e americano num período «nunca inferior a 6 meses de estágio, ao som de cânticos gregorianos».

- Perdão?

Cânticos Gregorianos? Como em: Eh pá, o que eu gosto muito é daquela música do "Ao passar o Navio" mas em Cânticos Gregorianos ?

- Compraram o CD dos Gregorian Chants e meteram a tocar em loop?

Eu, se fosse vinho e me obrigassem a estagiar ao som disso, pedia ao meu orientador de estágio para me mudar para a sala onde se ouve José Cid durante 8 meses. Sempre tem a das "Favas com Chouriço" e a do "Como o Macaco Gosta de Banana", que ao menos ajudam a passar o tempo.

Mas Ana Cristina Ventura, responsável pela imagem da marca, assegura que «Há vários estudos que comprovam a influência da música na água e plantas pelo que consideramos ser esta fase do estágio um corolário de sentimentos que representam um ambiente de paz, harmonia e interioridade espiritual»

Ana, os estudos comprovam a influência da música na água e plantas. Não no vinho. E especialmente, não com Gregorian Chants. Ok?
- Vá, um beijinho e as melhoras, tá bom?

Yes We Can ...?
- No, You Shouldn't
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Incrédulos? Passem aqui

E leiam isto:

[cliquem na imagem para aumentar]

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Quem adivinha (Nível 11)



2009-03-26

Dúvida Existencial 1:


- Como é que se chama a mulher do Manjericão...?

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De olhos em bico



Não conseguem ler?
Experimentem puxar os cantos dos olhos, e ler com olhos à chinês.

- Depois disto, já acredito que as chinesas têm a "cenáita" na horizontal.

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2009-03-24

Kispo da Duffy


Eu sei que isto não é um Duffy. Mas vai lá encontrar um kispo da Duffy, depois da gaja com o mesmo nome ter começado a cantar e a ser famosa... É o encontras...

Um kispo da Duffy era das cenas mais cool que se podia ter nos invernos da década de 90. Apesar do facto de dizer "tenho um Kispo da Duffy" ser mais ou menos a mesma coisa que afirmar "olha aqui este Tupperware da Curver".

Mas isso não interessa, porque eu venho aqui falar de um cromo dos difíceis, um cromo chamado Vítor Hugo, que gostava bastante do epíteto "Vitinho" e não tanto do nome de baptismo que lhe demos: O Passarão.

O Passarão era aquele gajo que dava porrada a toda a gente da turma, indiscriminadamente e sem necessidade de razões que o justificassem. Toda a gente tinha medo d'O Passarão. Menos a Olívia, por quem ele fazia as coisas mais impensáveis. Alíás, por ela ele fazia coisas impensáveis.

Vítor Hugo foi promovido a O Passarão porque andava sempre de kispo da Duffy e de braços abertos, assim à Popeye, com um andar que parecia resultado de ter duas molas em vez de duas pernas. Mas atenção, quando digo que ele andava sempre com o Duffy, não estou a exagerar, ele andava sempre com ele. Até no dia em que acabavam as aulas e começavam as férias de Verão. E só o tirava em Educação Física porque a professora não o deixava correr e jogar à bola envergando o seu belo e enchumaçado Duffy.

O Passarão não era muito bom na escola, mas no Tetris ninguém o superava. Tinha um, que não emprestava a ninguém por ter fixado o record absoluto da escola, facto de que se orgulhava bastante e que usava para engatar miúdas. Escusado será dizer que, para O Passarão chegar a este nível olímpico de Tetris, passava os intervalos inteiros a jogar, descurando a sua relação amorosa com Olívia.

Um belo dia de sol, O Passarão resolve.

Ia eu com um amigo a dar a já tradicional "volta à escola" quando vemos O Passarão a jogar Tetris na esquina da sala de Educação Visual, vestido com o seu Duffy, assim como quem ignora os 29ºC que se fazem sentir em Maio. E é nesta altura que o meu amigo me puxa para um lugar seguro e grita "O Passarão tá a jogar Tetris c'o a pixa de fora!!!"

E estava mesmo. Nunca percebi porquê.

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Bully


Apresento-vos a minha escola. É tão pouco fotografada, que tive que ir sacar uma imagem ao Google Earth. Isto, só para verem quem é o bicho do mato que está aqui deste lado.

É com um estranho amargo de boca que constato que não vou para novo.
- E pior: qual Zézé Camarinha, não confio na juventude e acho até que está perdida. E atenção, digo isto enquanto cofio o meu bigode aqui à beira da piscina acompanhado desta cámone em fato de banho esquisito, que parece saída dos anos 80.

A história que estou prestes a contar é do tempo em que ninguém em Portugal sabia o significado da expressão bullying. Sentem-se aqui no meu colinho.

"Era uma vez, há muito muito tempo atrás, na era em que os telemóveis tinham um fio ligado à parede e faziam trrrrrrim mesmo com campaínhas a sério lá dentro e tudo.

Grilo andava no 10.º ano, tinha o cabelo comprido e camisas de flanela. E o pior é que achava isso fixe. Deus ainda não tinha inventado o Mp3, por isso ele carregava o seu walkman mais as 17 cassetes de Nirvana, Doors, Soul Asylum, R.E.M. e umas quantas que tinham escrito Vários 1, Vários 2, Vários Hard, Vários Soft. Mais tarde, percebeu que tinha demasiadas cassetes com o nome "Vários".

Às quartas feiras, a guitarra acompanhava os 7Kg de livros carregados para a escola. Depois de tocar o come as you are matinal, Grilo ia à aula de T.L.Q. essencialmente para atirar papéis mascados para o tecto (papié-maché au tecte), destruir com "Vermelho do Congo" e ácido sulfúrico as plantinhas dos colegas da outra turma, e para aprender com o Marco Assassino mais uma maneira de ser mandado para a rua. Coisa que acontecia sempre, inevitavelmente, mesmo que o desgraçado não tivesse culpa. Desta vez, enquanto se falava de química orgânica, Marco Assassino descrevia como tinha queimado as sobrancelhas com uma lata de perfume em chamas: Como aquilo não ateava, eu acendi o isqueiro e virei a lata para ver se estava a meter a chama no sítio certo e aquilo PRÔÔôoÔ!!!! mesmo na minha cara, e eu "FODA-SE, CARALHO!!!". Este foi aquele momento em que 27 pessoas se calam de repente e ficam a ecoar na sala aquelas duas belíssimas palavras.

A seguir, não houve aula. Nenhuma, até ao fim do dia. Seis horas são claramente demasiado tempo livre, especialmente numa terra onde as principais diversões são o rally das tascas em aguardente bagaceira 4x4 e os amassos na relva do jardim público. O que pensando bem, nem era nada mau, mas nesse dia apetecia algo... Diferente.

E vira-se o Grilo: Lembram-se de na semana passada ajudarmos o professor Zé a tirar o carro que estava entalado pelo da gaja do Conselho Directivo?
E diz o Pedro Sílvio (Pedro Silva, na verdade, mas com os copos ele dizia Pêd'Sílvio e pegou.): Ya! Levantámos o carro com uma pinta do caraças.
E lembra o Chicharro: Tá bem, mas era um mini...
E o Grilo: Sim, mas éramos 4. Hoje estamos aqui 14... Bom, o Jorginho não conta... Mas estamos aqui 13!
E o Jorginho: Óh Grilo, pááááá...
E o Grilo: Bora lá experimentar a tirar dali o carro do prof. de T.O.!

E foram. O carro era um Clio, o que fez com que ficasse estacionado a cerca de 20 metros do lugar original. A seguir, um Opel Corsa e um Citroën AX ficaram frente a frente, tapados por um Peugeot daqueles pequeninos, de um lado e por um Golf, do outro. A carrinha do prof. de Educação Física era bem mais leve do que parecia, pelo que ficar estacionada atrás de um arbusto foi uma coisa natural. Ao todo foram estacionados cerca de 20 automóveis em estilo freestyle, o que deu um resultado estético parecido com um Pollock, mas com apontamentos do Impressionismo.

Impressionados, ficaram os professores com a confusão que foi para conseguirem resolver o quebra-cabeças. Era uma espécie de Sudoku, mas com carros.

E os meninos da história, foram apanhados? Claro que não. Porquê?

- Porque meteram as próprias motas em cima dos bancos de jardim e foram fazer queixa ao Conselho Directivo de que "alguém andou a tirar carros e motas do sítio... Não há direito, professora."

E foram felizes para sempre."

Agora saiam-me do colinho, que isto parece um bocado esquisito e a minha namorada não vai achar graça.

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Sensei Bonsai


Eu: Sabes de quanto em quanto tempo se muda o Bonsai de vaso?
Ela: É para aí de dois em dois anos, acho... Mas porquê?
Eu: Estou a pensar mudar o pequeno para o vaso do grande e comprar outro vaso.
Ela: Para quê? Aquele está fixe...
Eu: Eu sei, mas é porque tem pouca terra...
(...)
Eu: - Úúúúúú-úúúúúÚ !!!!

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2009-03-23

@live


Hoje ia de mota ali ao lado do Sheraton, olho para o lado e quem é que eu vejo? É escusado perguntar, porque vocês já viram na foto...: A Rute Marques.

Mas se a vissem na rua, não era assim tão fácil, porque a mulher parece daquelas folhas de papel que nós amarrotamos e mandamos para o lixo assim numa bola, mas depois lembramo-nos de que afinal faz falta para não sei quê e tentamos que a bola volte a ser uma folha de papel lisa e direitinha. Mas não dá.

Alguém amarrotou a Rute Marques e a mandou para o cesto dos papéis. Depois foi lá tentar desamarrotá-la, porque afinal fazia falta para...

- Ela faz falta para quê, caraças?

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2009-03-18

Miguel Veloso na 3.ª Pessoa



...Porq'acho c'andam a perseguir um bocadinho o Miguel Veloso

- É nesta frase que gostaria de iniciar a análise da poesia supra-declamada. Note-se que o autor suprimiu a identidade do vil sujeito da acção com um vago "andam". Uma clara referência à música de intervenção de um José Mário Branco ou de um Zeca Afonso, que versa obviamente o clima de mudança e a falta de confiança que hoje depositamos nos agentes políticos e sócio-económicos.

O uso da 3.ª pessoa confere um carácter simultaneamente próximo e distante, uma aproximação poética plena de contemporaneidade, que remete para o Modernismo, parecendo ser portugalicamente inspirada n'O Outro, de Mário de Sá Carneiro.
Seguindo o mesmo paradigma, Veloso Júnior prossegue com uma genial e impressionante tirada:

Se o Miguel Veloso é tão pecanino, porque é que continuam a falar dele?

É nestas palavras que toda a intenção poética translacciona.
Miguel, ciente da capacidade de outros vultos da cultura nacional, como Cristiano de Ronaldo ou até mesmo o luso-brasileiro Liédson, demonstra a humildade característica dos génios. Isto, para depois contrapor com uma inteligente e sarcástica interrogação dirigida à crítica literária, mais precisamente ao pasquim "Record".

Veloso é tácito e honesto. Quando lhe perguntam o que lhe apraz dizer sobre a simulação de lesões antes do clássico (uma referência à recente performance/happening que Miguel Veloso levou a cabo perto da 2.ª Circular), a resposta foi um onomatopeico "E-h..!", carregado do simbolismo e da abstracção a que já nos habituou. Volta depois a frisar que há uma campanha contra o Miguel, referindo-se claramente a uma facção de artistas mais apegados a uma visão classicizante do Mundo.

Acrescenta depois, num estilo extremamente avant-gard

E o que eu fico triste é porque ninguém vir a defender o Miguel

- Aqui, atente-se à referência directa para o caso em que o grande mestre Felipe Scolari se insurge em defesa do artista ético-étnico, Ricardo El Gipsy Quaresma, autor da conhecidíssima obra "Poesias de Trivela", publicada recentemente com parco sucesso, em Itália.

Concluo da única forma coerente quando se fala de um artista. Com a sua própria obra. Neste caso, as palavras com que terminou o seu discurso, imediatamente antes de reconhecer o valor que a Academia teve para o seu crescimento enquanto artista:

Acho que de mau profissional não me podem acusar, mas de mau profissional posso acusar essas pessoas.

Brilhante.

P.s.: Os meus reverenciais agradecimentos à Borboleta, que encontrou este vídeo, que eu já perseguia há uns tempos, em vão.

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Ainda não percebi...


...o que é que estava o Di Maria a fazer...

...na entrega dos Óscares...

2009-03-17

Gemma você também


Provavelmente já viram este mupi pelas ruas das cidades portuguesas.

Provavelmente já vos fez "espécie".

A grande diferença é que vocês não foram a casa buscar uma máquina fotográfica para meter isto na internet. Mas deviam tê-lo feito, porque eu fartei-me de procurar e como não encontrei, tive que fotografar.
Poupavam-me esse trabalho. Adiante...

- Ultimamente tenho sentido que me estão a perseguir pela cidade fora e não sabia bem porquê. Descobri que andava a ser perseguido por mamas. Decidi aproximar-me de uma das publicidades para ler o que lá estava:

Se viste a peça de lingerie antes de me veres a mim este anúncio é para ti. Gemma.

Eu confesso que olhei para as mamas. Aliás, foram elas é que olharam primeiro para mim, porque há mamas destas espalhadas por 90% dos JCDecaux (já há muito que queria escrever isto) desta cidade. Existe no mundo da publicidade um termo que descreve este tipo de aproximação ao público-alvo. Chama-se "estupidez", julgo eu. Em primeiro lugar porque a fotografia está enquadrada de modo extremamente básico e óbvio, e focada nas "amigas", de modo a deixar para segundo plano o resto da moçoila. Não é preciso ser um Leonardo Da Vinci para descobrir que a foto está feita de modo a condicionar a percepção.

Posto isto, restam aos nossos olhos duas hipóteses:

Hipótese A: Olhar em primeiro lugar para a lingerie.

Hipótese B: Olhar para as mamas e depois notar que há algo a tapá-las e só depois ver que lá em cima está a dona.

No caso de o transeunte ser um homem e ter reagido com a Hipótese A, deve obrigatoriamente soar um alarme no quartel dos bombeiros mais próximo e aparecer nos néons das farmácias o aviso "ALARME: ATITUDE POR DEMAIS AI-QUE-PANIIIIIILHAS...!".

Se for uma mulher a fazer isto, é porque é viciada em comprar roupa. O alarme não é activado, mas é aconselhável fecharem todas as lojas da rua, de modo evitar mais um caso de crédito mal parado.

É no entanto normal que mesmo as mulheres sigam a Hipótese B. E para isto peço a colaboração feminina, quando comentarem, para comprovar ou negar a minha teoria.

Já no caso de um transeunte de sexo masculino que passe de carro e olhe para as mamas de modo a que a cabeça vá rodando à medida que o carro se afasta do mupi e quase atropela o casal de velhotes na passadeira, é uma situação normal, mas é manifestamente um gajo que não tem sexo há uns tempos.

Se for um transeunte do sexo feminino a ter esta atitude, é favor enviar foto de corpo inteiro e carta de recomendação que comprove um bom nível de desempenho "pás órgias".

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2009-03-16

Ó Miguel, tá quieto c'o cabelo...









Copernicus Sucks



Os meus pais sempre tiveram Citroëns.
Os pais da minha namorada são adeptos da FIAT.
Foi anunciada uma parceria entre a FIAT e a Peugeot-Citroën.
Só posso concluir que foi por causa de nós.

Cada vez mais me conveço de que o Mundo gira à minha volta.
O Mundo, o Sol, e talvez até a Europa.

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2009-03-13

Um Valve que é Bi

A sequência lógica do post anterior - sobre bivalves - é colocar à discussão uma das pérolas (notem o trocadilho bem jeitoso) da música popular portuguesa:
[agora leiam com voz de Eládio Clímaco]
- Senhoras e senhores, meninos e meninas, convosco, os Mundo Novo interpretando o tema "Mexe Mexe, Mexilhão".

(Atentem bem nos fantásticos efeitos especiais usados, dos quais se destaca o chamado... ZOOM. E alguns laivos que roçam a genialidade na técnica da... FOCAGEM.)

Isto é DOGMA-FOZ-DO-ARELHO.




Um vídeo-clipér todo ele recheado de belos momentos de lazer com brincadeiras parvas na areia e gajas a fazerem flexões (!), polvilhado com um ou outro trocadilho bem esgalhado (notem agora o tom brejeiro a vir ao de cima) que mete ao barulho expressões como "aquele rico bichinho tinha barba até mais não".

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Cheira-me aqui a Vulva, pá...

Há uns dias atrás entrei no Morrer em Magenta, um "sítio na web" (sempre que digo isto, lembro-me do Carlos Pinto Coelho, Três Bufas e um Pintelho, mas isso é outra história) recheado de preciosidades escolhidas a dedo.

Nesse dia em particular dei com esta publicidade, que espero não ter sido escolhida da mesma forma. Por razões óbvias.



Sim. É um perfume com cheiro a parreca. Ou se preferirem, cheira a pachacha. Vá, tem essência de crica... Ou cheirinho a passarola. Aroma de parrachita...?
Como preferirem.

O problema é que eu sou uma pessoa muito susceptível a estas temáticas e não consegui evitar pesquisar no Google sobre o Vulva Original. E em boa hora o fiz, porque fui dar com o site oficial. Cuidadinho a entrar, porque apesar de não existir por lá sexo explícito, existe sexo bastante parvo. Vão lá ver, e a seguir voltem aqui que eu não acabei. Escolham "Enter" e depois coloquem o vídeo no play. Façam isso, por amor de Deus...

Cliquem aqui para terem a experiência das vossas vidas.

Bonito, não é? - Está um gajo com o frasco de perfume em cima da pixota enquanto duas gajas se tocam em segundo plano, todas boas e coiso... Mas ele, nada de entrar na palhaçada. "Naaaaaaa, pra quê, para me cansar ou apanhar uma cãimbra? - Eu gosto mesmo é de abanar este frasquinho com essência de xoxota e depois meter na mão para cheirar, enquanto olho... para o cameraman."

E depois, em off, há a voz de cama que vai dizendo atoardas como

the erotic intimate scent of a desirable woman

the precious vaginal fragrance

the fragrance of a beautiful woman

- Gostava de saber como é a linha de produção desta coisa. Será que há uma fila de gajas boas a ceder o odor da sua respectiva para fins comerciais? Como o fazem? Há um tapete rolante com alguidares para o recolher? Isto levanta uma série de questões académicas (decerto levantaria muitas mais, se trabalhassem lá homens), como por exemplo:

- Será que as gajas são MESMO belas e desejáveis?
- Pode-se afirmar com segurança que a Ana Malhoa não entra nesse lote?
- Existem procedimentos técnicos que evitem a entrada da Maya?
- Será que as trabalhadoras da linha de produção em questão... se lavam por debaixo?

Nunca saberemos.

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2009-03-11

O David veio de Motta

Já estavam fartos da Barbie a olhar com cara de carneiro mal morto, não estavam?

Foi-me pedido que escrevesse sobre este tema em particular, e devo dizer que é a primeira vez que me encontro nesta posição de blogger mercenário. Mas como vão ver, faz todo o sentido.

- Pois bem, trago-vos de novo uma Barbie: David Motta.

"E quem é David Motta?", perguntam vocês e muito bem, porque eu tenho a resposta...

É ISTO:



"E o que é aquilo?", insistem vocês e muito bem, porque eu tenho mais fotos.

É ISTO:



David Motta é o filho da mãe que mandou matar o pai, mas que afinal já não o é.
"Como assim?", insistem vocês novamente, desta vez mal, porque já me estão a irritar...

- Aquela floribela ali em cima está vestida com as roupas da mãmã, porque a mãmã se chama Maria das Dores e como mandou matar o marido, agora já não precisa de muitas roupas diferentes, uma vez que passa os dias na prisão. É aquela senhora que, para ficar com o dinheiro do marido, resolveu imitar o que via nas novelas brasileiras e vai daí PEGA NO TELEMÓVEL e liga para um gajo e diz-lhe assim

Tá lá? Fanciscooo? - Olááá...! Óólhe, quanto é que você quer pá despáchár o meu maridooo? [...] tá bem! - Sei lá... Quarta feira tá bom pa si? [...] Óóóótimo... Vá, adeusinho, beijinho bom!

- E vai daí que o senhor quinou mesmo, porque Maria das Dores - chiquérrima - prometeu pagar ao mercenário de trazer por casa, com o dinheiro resultante da herança e do seguro de vida do marido. Não é preciso ser um Horácio Quem nem ter um jipe gigante, para ir directamente à gravação de chamadas da operadora de telecomunicações e descobrir em coisa de alguns minutos quem é que matou o senhor e quem é que o mandou matar... Os dois devem-se ter conhecido num qualquer Curso Intensivo de Estupidez Aplicada.

Mas o que eu era para dizer com isto tudo era que afinal David Mota (sim, tirei um "t", primeiro porque me apeteceu, e depois porque de certeza que ele também o meteu lá à socapa) não é filho de Maria das Dores. O que me leva a concluir que foi trazido por extraterrestres, que o deixaram com Maria das Dores e deram o número de telemóvel dele a José Castelo Branco, pois estes eram os dois únicos seres à face da Terra que saberiam comunicar com o pequeno David.

Pelo que ouvi dizer, os polícias do Tribunal da Boa-Hora, ao ver o rapaz nesta figura...

...Terão alegadamente perguntado: "Ó David, (en)Golias?"

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