2016-09-05

Grilus Falantis Júnior - Amico a Páia


Na sexta feira passada passámos a manhã na praia. Já em casa, depois de muita palhaçada, o mái novo sai-se com esta:

Manuel: Pai, amico a páia!
Eu: sim, sim, hoje fomos à praia
Manuel: Não, amico a páia! Mãe Ninana, amico a páia!
Mãe: fizeste um amigo na práia?
Manuel: Nããão! Amico... A... Páia!
Eu: deste um saltinho na praia?
Manuel: Não!!! Amico a páia!

...nada feito. Nós a tentar perceber e ele a tentar explicar-se, e nada. Montes de tentativas e sempre o mesmo resultado...

- Até que me lembrei que o avô Tino lhe cantou várias vezes uma música na semana anterior e decidi arriscar:

Eu: Domingo na Praia?
Manuel: Amico a Páia!!!!!!

- E lá conseguiu o que queria: meter-nos a cantar o "Azar na Praia", do grande Nel Monteiro:



E só hoje é que entendi o que o Nel diz: "Banhar-nos à praia; fomos tu e eu". Acho que ninguém o percebe e nos grandiosos covers das festas populares trocam sempre por "Domingo".

2016-08-16

Grilus Falantis Júnior - A fruta da avó

Acabou de ser inaugurado o segmento "Grilus Falantis Júnior", um espaço destinado a albergar os bitáites que o meu filho (que faz 2 anos daqui a uns dias) já vai dizendo e dos quais tenho medo de me esquecer. Aqui fica o primeiro, intitulado "A fruta da avó":


Mãe: Vá, Manuel, come a sopa toda para a seguir comeres a fruta da avó.
Manuel: Não sopa!
Mãe: Sim sim, primeiro a sopa e depois a fruta da avó.
Manuel: Não sopa! P*ta da avó! P*ta da avó! A p*ta da avó!



2016-07-15

Vai, Pokémon



Caros Pikachus, como têm passado?  Mais crescidinhos, desde a última vez que vos vi no sofá a ver o Ruca e a jogar Pokémon na Nintendo enquanto comiam as estrelitas? Boa. Já apreciam um bom rabo e um par de mamas gostosas? Ainda bem. 

Então porque raio é que continuam a jogar Pokémon, ali a procurar animaizinhos virtuais em vez de procurarem as miúdas que têm os bons rabos, e as tais mamas gostosas? Os Pokémons dão para apalpar? Não... Tá bem que Pokémon que é Pokémon não chateia tanto a pessoa nem gosta de roupas e de sapatos caros, mas não é a mesma coisa.

No entanto, quem é que eu quero enganar...? Quem joga isto em idade adulta não é propriamente aquele pessoal que sai à noite, faz coisas, está com os amigos, etc. Aliás, se saiu ultimamente à rua foi para ir ter com um Pokémon à Alameda. Sim, descobri aqui que é um dos melhores sítios para encontrar Pokémons em Lisboa. É isso, e putas. Muito Pokémon e muita puta há ali por aqueles lados...

Se formos bem a ver, é apenas lógico: os alunos do Técnico investem demasiado tempo em tecnologia e a procurar Pokémons e depois sexo... só a pagar.

Bem, ao menos fazem-vos levantar a peida do sofá, e sem querer podem até encontrar um espécime humano do sexo oposto e quem sabe rolar um rebolation. Deixa cá ver se já é assim em Nova Iorque, sempre muito à frente nestas coisas. Temos imagens em directo do Central Park:


- Hmmm... Não.

O chinesinho passou pela chinesinha e em vez de mandar o clássico olhar de matador, nem a viu. Havia um Pokémon arredio lá mais para a frente, e devia dar mais pontos. Ou lá o que é se ganha neste jogo. O que não se ganha fiquei eu a saber: berláitadas em chinesas.

2016-04-28

Alfabeto Fonético Português


Acima podem ver a mariquice que é o Alfabeto Fonético Internacional, cheio de referências a clássicos da Literatura, à cultura grega e a outras coisas muito pouco másculas.

Há muitas palavras demasiado associadas à cultura norte-americana, pelo que eu e o André Costa decidimos fazer a versão portuguesa do alfabeto fonético. Ora anotem, para uso futuro, quando entrarmos em guerra com os espanhóis por causa da Banca e, claro, por Olivença:


A - Anticonstitucionalissimamente (porque é grande e dificil de dizer e tem já muitas das letras do alfabeto)
B - Baca (porque eu sou do norte, carago! O que me me lembra...)
C - Carago (Ver acima)
D - Deus (era para ser Dildo, mas Deus está em todos nós e os dildos só estão em alguns/algumas)
E - Epá (porque o O de Olá está ocupado com a Olivia Wilde e não vou tirá-la de lá, senão não tenho desculpa para meter aquele link gostoso)
F - Fornicar (porque Fado e Fátima não trazem alegria e o Futebol é só ao fim de semana.)
G - Ginasticar (porque o Gualter diz que é bom e dá mais força ao coração!)
H - Hipermercado (porque ainda tenho de lá passar hoje ao fim do dia…)
I - Igreja (só porque o Hipermercado fica perto da igreja)
J - Jolas (porque o André não me deixou por Cerveja no C)
L - Leonel Nunes (o maior pensador português na temática de não entalar o nabo)
M - Merkel (essa grande figura das manhãs da rádio)
N - Nutella (não é portuguesa mas é tão boa...)
O - Olivia Wilde (porque é como a Nutella)
P - Pomada (porque fiz isto ao contrário e já ocupei o V de vinho)
Q - Quáquá (porque o Q foi sempre de Quáquá e não vamos ser nós a mudar)
R - Rotunda (porque de certeza que quem está a ler isto já fez pelo menos uma hoje)
S - Sexo (podia ser Sagres ou Super Bock, no entanto, tuga que é tuga gosta muito de cerveja, mas gosta mais de pinar. Pinar enquanto se bebe jolas pode ser um grande passo para a Cultura Portuguesa. Fica a dica.)
T - Táxi (para ser mais fácil de lembrar da letra seguinte, e imaginar logo porrada da boa colocada no youtube)
U - Uber
V - Vaca (para não se confundir com o B de baca lá em cima)
X - Xiripiti (porque o C do café já está ocupado e o xiripiti devia vir sempre com o café)
Z - Zumba (porque não só é uma dança/exercício da moda, mas também foi imortalizada pela Tonicha. Já agora, para quando uma versão Zumba de Zumba na Caneca?)

Autores do Novo Alfabeto Fonético Português:

Anticonstitucionalissimamente Nutella Deus Rotunda Epá
e
Táxi Igreja Anticonstitucionalissimamente Ginasticar Olivia Wilde

2016-04-08

Ó pessoa!


Isto de ver um pedacinho de vida ilustrado é lindo, ainda por cima passados 13 anos. Basicamente o que a malta fazia da varanda da casa da Estefânia era gritar "ó pessoa!" a ver quem olhava para cima. Muitos olhavam indignados com tal impropério, outros ficavam apenas confusos por lhe terem chamado pessoa.
Esta era muito existencialista. Já a do "Ááátxim" para os táxis pararem à noite era só parva.

                                                                                          Obrigado, Ana Jeremias.

2016-04-06

Piada em construção, pedimos desculpa pelo incómodo


Tive esta ideia para uma piadola, mas não consegui expressá-la em texto. Fiquei demasiado nervoso porque tive de olhar para a cara do Manuel Moura dos Santos enquanto me esforçava nas minhas habilidades de Photoshop.

- Fui de vela.

2015-12-29

Mariscada (i)Real


    Acabei de chegar do supermercado com um saco de ameijoa-boa e um vaso de coentros na mochila. Em que é que isto justifica a fotografia de Darwin ali acima? Aqui vai:

   Trouxe da peixaria um saco de ameijoa e já na caixa, ao pagar, reparo numa publicidade que dizia "25% de desconto em todo o marisco". Porreiro, ainda vou ganhar uns 2 ou 3 euros em cartão, pensei eu antes de confirmar que afinal o desconto não vinha no talão. Por sugestão da senhora da caixa e porque não tinha nada de mais interessante para fazer, fui ao balcão central tentar que o desconto fosse feito.

   Depois de explicar a situação e apontar para a enorme publicidade mesmo ali ao lado, entre telefonemas para os colegas e outras diligências, chega a supervisora que afirma: "ah, é que a amêijoa não é considerada marisco". Foi aqui que tudo descambou. Não pelo desconto, que nesta fase já estava maçado com a demora, mas antes porque estavam a desconsiderar o meu saquinho de amêijoa-boa. Repito: boa. Não era amêijoa-mais-ou-menos. E para mim se é da boa... então é marisco. 

   Baseado no meu extenso currículo obtido a muito custo nas mais respeitadas instituições  deste país (dos quais destaco o meu doutoramento na Cervejaria Ramiro), afirmei peremptoriamente o contrário, ao que ela me responde com categórica cagança: "no Reino Aninal a amêijoa não é um marisco, é um crustáceo"

   Aqui confesso que me demorei um pouco nos meus pensamentos. O primeiro foi "olha, queres ver que agora temos doutores de Biologia no balcão central?", o segundo "valerá a pena dizer que é um molusco bivalve, ou vou parecer um cretino?" e o terceiro, já filtrado, foi o que acabei por escolher para lhe responder: 

- Então e o "marisco", pertence ao qual Reino? 

   Não insisti na conversa e vim para casa com o meu marisco, que está ali de molho. Mas o lucro com isto tudo foi a imagem com que me vim a entreter a caminho de casa:

  O cenário é uma zona costeira, o HMS Beagle ancorado no horizonte. Charles Darwin e um assistente apanharam um balde cheio de animais marinhos para catalogar, descrever e categorizar:

Assistente (com um caranguejo na mão): ó shô Darwin, isto o que é?
Darwin: é marisco.
Assistente (pegando numa lagosta): e isto, shô Darwin?
Darwin: marisco.
Assistente (agora com uma mão cheia de percebes): e estas cenas?
Darwin: isso vou classificar como... hmmm, deixa ver... marisco.
Assistente (com amêijoas nas duas mãos): e estas conchinhas, shô Darwin, também é marisco?
Darwin: tás parvo!? não vês que isso são crustáceos? Olha e digo-te mais, se alguém algum dia quiser comprar estas conchas e ter 25% de desconto em marisco no Continente da Defensores de Chaves em Lisboa, bem que pode tirar o cavalinho da chuva.




2015-03-26

Lá vem o carteiro



"Manhã cedo segue a marcha, sempre a mesma cadência
E lá vai de caixa em caixa metendo a correspondência
Para uns são alegrias para outros tristezas são
O carteiro não tem culpa, é a sua profissão"

- Não tem culpa, o caraças! O carteiro que hoje me bateu (num sensual encosto entre motas), além de ter batido por trás quando eu estava parado no semáforo, estava bêbado. Muito bêbado.

"Chegou o carteiro, das nove prás dez..."

- Eram nove para as dez eram... mais coisa menos coisa. E nove para dez era também o número de bagaços que aquele menino já tinha no bucho logo de manhã. Ainda por cima chegou petrás, sem pedir licença.

 E o carteiro que não era gago mas era bêbado, depois de encostar a roda da frente dele à minha traseira, responde-me assim:

"Pé-pé-pé-pé-pé-peço desculpa"

E não continuou a cantiga, porque o semáforo passou a verde e arrancou a fundo e aos esses, estrada afora, como quem tem pressa para entregar a correspondência, mas era mentira, que eu sei. Era mazéra o nebuêiro nas bistas. Mais abaixo ia-se espetando numa Ford Transit, mas não bateu por um ou dois cagagésimos, isto apesar de ter feito um zigue em vez de um zague.

E foi esta parte que me estragou por completo o texto, porque agora já não posso terminar com:

- O carteiro bate sempre duas vezes.

Merda.

2014-05-29

Línguas de Gato Triunfo



Numa altura em que o revivalismo está em alta, com os carros a atirar aos modelos clássicos, em que a Catarina Portas faz quase tanto dinheiro nas lojas "A Vida Portuguesa" como o Nabeiro a vender cafés, eis que a marca Triunfo decide retirar do mercado as Línguas de Gato.

A Triunfo foi adquirida pelo grupo Kraft Foods (a internet diz que agora se chama Mondelez), um grupo norte-americano que prima pela falta de bom-senso.

Não só acabaram com as Línguas de Gato, como também executaram uma brilhante manobra de gestão de produtos: assassinaram, imagine-se, as Belgas. As bolachas, não as mulheres que nasceram na Bélgica. Mas o crime tem para mim o mesmo dolo. Foi um genocídio de pastelaria. Provavelmente enterraram as Belgas e as Línguas de Gato numa vala comum, ou no mínimo devem estar neste momento a ser gaseadas num campo de concentração. Ali, a serem abusadas pelas tropas da Oreo. Que são do mesmo grupo, mas de uma raça que não foi exterminada.

E já agora, ficam também a saber que os senhores que nos tiraram as Línguas de Gato e as Belgas foram os mesmos que nos deram o Tang. Esse belo pó solúvel em água que faz uma espécie de sumo com sabor a roupa lavada.

Assinem a petição e divulguem!

Não deixem morrer as Línguas de Gato!

2013-11-29

Cosmo Kramer



Ontem bateu-me à porta do escritório um sósia do Kramer. Abri, e iniciou-se uma conversa que nem o Seinfeld se lembraria de escrever:

Eu: "Boa tarde, diga..."
Sósia do Kramer: "Que café é este?"
Eu: "Não é um café, é uma empresa de informática"
SK: "O que é Informática?"
Eu: "Errrr... Isto é uma empresa de software para bibliotecas"
SK: "O que é uma biblioteca?"
Eu: "Não é uma biblioteca, é uma empresa de sofware"
SK: "Software... Isso apanha vírus?"
Eu: "Não este não tem vírus..."
SK: "Ah, nesse caso grrrrrmffffffhhhnnneeeee..."

E virou-se para o lado e de repente arrancou.

Depois de fechar a porta, aliviado pelo facto do Kramer ir lá à vida dele - ter com o George, ou assim - pus-me a reflectir sobre esta interessante conversa. Cheguei à conclusão de que não sei definir o conceito de Informática, nem para um maluco.

Mas fiquei descansado por haver pessoas no mundo que se preocupam com as infecções e o estado de saúde do software com que trabalho. Foi um "grrrrrmffffffhhhnnneeeee..." bastante tranquilizador.

2013-11-19

Portuguejacking


Com esta violência tributária a que temos sido sujeitos nos últimos anos, a fuga ao fisco em Portugal
já deixou há muito de configurar um crime. É claramente legítima-defesa.

2013-10-30

Pinheiro por intenso



Acabei de chegar da PSP onde fui prestar declarações na qualidade de testemunha de uma sessão de pancadaria aqui no Bairro Azul. Fui recebido por um agente muito simpático, que passou com distinção na cadeira de "Falar Axim", parte integrante do currículo do curso de Polícia, a par de outras bem difíceis como a cadeira de "Palavras Complicadas", onde se aprende a usar termos como "desacato", "transeunte", "inopinadamente" e "tudo para fora da zona de segurança".

Antes de ouvir o meu testemunho, o agente estava ao telefone a dizer o seu email a alguém:

"Agá... Pê... Pinheiro... Arroba... Pê Exe Pê... Ponto... Pêtê..."

Pediram para repetir, e ele:

"Agá... Pê... Pinheiro por intenso... Arroba..."

Depois lá chega a altura de começar a prestar declarações, e eu disse que não tinha visto como começaram as agressões, daí não saber quem tinha iniciado a agredir quem. Não houve problema, o agente Pinheiro deu uma ajuda:

"Pois claro, o xenhor só diz o que viu... Ora imagine que eu estou na rua a levar caxetada, já com o nariz de lado e a xangrar da boca, no chão, hum? E eu agarro num pau e digo «olha, tenho que me proteger, vou lixar este indivíduo antes que ele me mate, num é?» e desato à paulitada no agrexôr. Ora agora imagine que o xenhôr vem a paxar e vê-me a bater no pau... Errr, quer dizer, a bater COM o pau. No indivíduo. Como é? Quem tem a culpa...? Ixo é o juíz que depois dexide..."

E foi aqui que tudo se complicou. Eu que estava a aguentar heroicamente há tanto tempo sem me rir , tenho agora que lidar com a imagem do agente Pinheiro por intenso, a ser agredido e a ripostar batendo no pau...

Ser testemunha ocular é uma coisa muito mais difícil do que parece.

2013-07-11

Laugh Out Loud

Troca de emails de hoje, ao tentar encontrar uma casa para 6 pessoas na Madeira:



EU:

Boa tarde,

Notei que o aluguer mínimo que fazem para a vossa casa é de 5 noites, no entanto vinha por este meio indagar da possibilidade de abrirem uma excepção para 3 dias, dado que o mês que pretendemos é Novembro.

Muito obrigado desde já!

______________________________________

PROPRIETÁRIO:

Boa tarde Sr. Tiago,

O facto de darmos preferencia a estadias a partir dos 5 dias deve-se ao trabalho, preparação e limpeza antes e após estadia, jardinagem, arredores, etc. que não é compensador para estadias de 2 dias, mas entendemos perfeitamente que muitas pessoas desejem passar apenas 1 fim de semana.

Podemos abrir excepção sim, contando que o valor a pagar por essa estadia corresponderá ao valor do aluguer mínimo (5 noites). 

Qualquer questão que necessitem estamos à disposição,

Amavelmente

___________________________________

EU:

LOL

Com os melhores cumprimentos,
Tiago de Oliveira Lopes Grilo

2013-03-22

Sr. Mário Grylls

Todos conhecem Bear Grylls, o ex-militar e biólogo britânico que explica como sair de situações extremas, se por exemplo estivermos perdidos no meio de uma floresta. No programa do Discovery Channel vimo-lo exemplificar várias vezes como sobreviver comendo lesmas, dormindo dentro de um camelo em decomposição e bebendo a sua própria urina logo pela manhã para revitalizar.

Estupidez pura.

Agora que o Discovery Channel despediu Bear Grylls devido a este ter falhado um compromisso que incluía dois projectos-mistério de sobrevivência, acho que há um português que tem tudo para nesta altura de crise conseguir um excelente emprego. Falo do Sr. Mário Vaz, que esteve perdido 8 dias na serra da Sertã. Quando apareceu, estava lá a equipe de reportagem da SIC. Durante a entrevista pôde-se escutar este diálogo:

Então e ó Sr. Mário, como é que se arranjou, bebeu água...?

- Eu? Foi muito fácil. Tinha lá uma garrafa de 2 litros com vinho. 

A sua sorte foi com o vinho. O vinho é que o conseguiu...

- Alimenta! Agora é que eu percebi que alimenta. Uma garrafa. Mas olhe que não era para goladas. Mal ia à língua!

Afinal o que interessa para sobreviver é beber com moderação. Tenho um projecto para vender ao canal que mais dinheiro me oferecer: enfia-se o Sr. Mário Vaz num helicóptero (num táxi, vá, se o budget for curto) e deixa-se o homem no meio de uma selva (ou no parque nacional da Peneda-Gerês) durante duas semanas só com um camera-man. Para sobreviver apenas contará com um garrafão de 5 litros de Casal da Eira tinto, uma telefonia (para ouvir o Benfica e manter a moral em alta) e uma foto da Fanny da Casa dos Segredos, para o lembrar de que há sempre pessoas em pior situação do que nós.

Sei que é uma ideia vencedora. Conseguir patrocinadores é fácil, basta falar com a Cooperativa de Almeirim e estou certo de que haverá garrafões ou bag-in-box's para filmar uma série inteira, e sem ser preciso ultrapassar 20 euros em vinho. Em termos de conteúdos, é simplesmente imbatível. O que é que vocês escolheriam:

Ver o Bear Grylls a espremer água para a boca a partir de uma bosta de elefante ainda morninha, ou ouvir o Sr. Mário falar sobre cenas avulsas depois de 5 dias só a mamar Touriga Nacional?

2013-01-07

SLB - Só uma Ligeira Bubadeira


Ontem durante o jogo Estoril-Benfica, na Casa do Benfica de Abrantes, passa um conhecido de uma das pessoas que estava connosco à mesa. Vinha da máquina do tabaco, onde depois de enfiar moedas em várias ranhuras - umas reais outras de realidades mais ou menos paralelas - se ajoelhou para recolher o maço.

"Eh pá, vai lá ali buscar umas bebidas para a gente"
"Tá bem. O que é que querem?"
"Um licor beirão, duas minis e uma imperial traçada, se fazes favor"

Ele leva o dinheiro, cambaleia simpaticamente até ao balcão, olha para nós e volta para trás.

"O que é que vocês querem?"
"Um licor beirão, duas minis e uma imperial traçada"
"Uma mini, duas imperiais e um beirão?"
"Não pá, um beirão, duas minis e um panaché"

Segunda tentativa. Lá vai ele em slow-motion até ao balcão a tentar não se esquecer do pedido.

"- Vais ver que o gajo vai aparecer aqui com dois mata-moscas e um piriquito..."


República Dorminacama

A crise económica afectou a família Dias como a tantas outras. A avó Felismina viu ser-lhe reduzida a reforma de empregada da Carris. Ao seu filho António, engenheiro da Câmara, retiraram-lhe os subsídios de férias e de Natal. Cristina, sua nora e mãe do Luís, que acabou este ano o secundário, perdeu o emprego  no colégio onde trabalhava desde 1989.

Mas a família Dias sempre foi demasiado imaginativa para deixar que os seus sonhos fiquem semi-mortos e em câmara ardente.

Felismina deixou de planear aquela excursão ao santuário de Lourdes e decidiu ir à igreja de Loures, que assim como assim, a menos que a outra só tem um "d".



O casal Dias resolveu passar na mesma uma semaninha de férias na praia para relaxar. Apenas trocou Saint-Tropez por São Torpes. "A água até que é mais quentinha", costuma dizer António para tentar fazer rir Cristina, coisa que nunca surte grande efeito.

 


Já o Luís, que não pôde participar na viagem de finalistas a Benidorm em Julho passado, também resolveu seguir o exemplo da família em relação aos trocadilhos com os nomes dos locais. Há 6 meses para cá que se empenha com todas as suas forças e faz apenas duas coisas: Bebidorme.

 




2012-11-22

Mourisquenses pelo Mundo


Descobri ao ver o "Portugueses pelo Mundo" que na Guiné chamam aos ratos "quim-dudu", uma aculturação de "joaquim-doido". É mais que óbvio que quem lhes ensinou o nome era alguém das Mouriscas, a terra onde a Boga tem o nome de "bôgazita-dôda".