2009-03-24

Kispo da Duffy


Eu sei que isto não é um Duffy. Mas vai lá encontrar um kispo da Duffy, depois da gaja com o mesmo nome ter começado a cantar e a ser famosa... É o encontras...

Um kispo da Duffy era das cenas mais cool que se podia ter nos invernos da década de 90. Apesar do facto de dizer "tenho um Kispo da Duffy" ser mais ou menos a mesma coisa que afirmar "olha aqui este Tupperware da Curver".

Mas isso não interessa, porque eu venho aqui falar de um cromo dos difíceis, um cromo chamado Vítor Hugo, que gostava bastante do epíteto "Vitinho" e não tanto do nome de baptismo que lhe demos: O Passarão.

O Passarão era aquele gajo que dava porrada a toda a gente da turma, indiscriminadamente e sem necessidade de razões que o justificassem. Toda a gente tinha medo d'O Passarão. Menos a Olívia, por quem ele fazia as coisas mais impensáveis. Alíás, por ela ele fazia coisas impensáveis.

Vítor Hugo foi promovido a O Passarão porque andava sempre de kispo da Duffy e de braços abertos, assim à Popeye, com um andar que parecia resultado de ter duas molas em vez de duas pernas. Mas atenção, quando digo que ele andava sempre com o Duffy, não estou a exagerar, ele andava sempre com ele. Até no dia em que acabavam as aulas e começavam as férias de Verão. E só o tirava em Educação Física porque a professora não o deixava correr e jogar à bola envergando o seu belo e enchumaçado Duffy.

O Passarão não era muito bom na escola, mas no Tetris ninguém o superava. Tinha um, que não emprestava a ninguém por ter fixado o record absoluto da escola, facto de que se orgulhava bastante e que usava para engatar miúdas. Escusado será dizer que, para O Passarão chegar a este nível olímpico de Tetris, passava os intervalos inteiros a jogar, descurando a sua relação amorosa com Olívia.

Um belo dia de sol, O Passarão resolve.

Ia eu com um amigo a dar a já tradicional "volta à escola" quando vemos O Passarão a jogar Tetris na esquina da sala de Educação Visual, vestido com o seu Duffy, assim como quem ignora os 29ºC que se fazem sentir em Maio. E é nesta altura que o meu amigo me puxa para um lugar seguro e grita "O Passarão tá a jogar Tetris c'o a pixa de fora!!!"

E estava mesmo. Nunca percebi porquê.

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29 comentários:

  1. um bonita historieta infantil. o passarão que deixou a minhoca escapar!

    ps: fui à procura do kispo duffy no google a ver se encontrava uma imagem e apareceu-me o teu blogue.

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  2. Ahahahahahahahah!

    A partir de hoje, todas as pessoas que se lebrarem do kispo vao dar com a história do passarao!!!

    - É a minha pequena vingança.

    MUAHAHAHAHAHAHAH...!

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  3. lembrarem*

    - sim, eu já fiz o 9º ano.

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  4. E a pixa do Passarão viveu feliz para sempre?

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  5. "Pixa" é, sem dúvida, uma das minhas palavras favoritas.

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  6. Mas é que não me canso de dizer "pixa".

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  7. Até "picha" com cê-agá tem o seu quê de místico.

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  8. Também se pode dizer "pis a" (leia-se "pish-a").

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  9. confesso que na minha terra é mais piça. pixa não gosto.

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  10. Piça não, caralho.

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  11. caralho não, gaita!

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  12. Gaita não, piça.

    (... e assim se completa o ciclo.)

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  13. E achava eu que Sardoal era, desde Afonso Henriques, um local pacífico. Foda-se, como odeio este tipo de desapontamentos!

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  14. Melhor. Só tu para me desiludires desta forma vergonhosa, meu...nem sei que te chame (calhorda, pode ser calhorda!).

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  15. M.e.M. - desculpa, não era para ti, é só para deixar claro que o único termo mais fixe que pixa ou picha ou mesmo piça é PI-Xó-Ta.

    A sonoridade é qualquer coisa de espectacular.

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  16. "fixe que pixa", por sua vez, também tem o seu encanto...

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  17. Anónimo10:38

    Depende de quem diz a quem...

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  18. Sim. De facto não é uma expressão muito engraçada de se ouvir num balneário de homens...

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  19. Bloga-mos,

    Sardoal nunca foi um sítio pacífico. Ou pensas que Afonso Henriques arranjou aquela armadura cheia de truques porquê?

    E calhorda fica mais fixe com acento no primeiro A. E não sei como, mas acertaste numa expressão muito usada no Sardoal...

    ...Paizinho?

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  20. Agora se percebe porque toda a gente tinha medo do Passarão.

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  21. Epá, disso, tínhamos medo era do Manolo, que ainda era mais besta do que O Passarão, e insistia em mostrar aos gajos a sua pixota.

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  22. Do tipo:

    - aííí, ó manolo, tá quieto com essa merda...

    E ele: Não, não... Eu insisto.

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  23. Traumatizante, essa escola.

    Eu adoro Manolos.

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  24. Traumatizante? Para mim, não, mas para os dois gajos que a quem o Manolo saltou à cueca, talvez.

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