2009-11-04

Roundabout now


Há em Lisboa uma profissão relativamente nova, à qual não sei dar um nome. Trata-se de uma profissão de risco, onde a aventura é uma constante e nunca se sabe quando chegará o dia em que se dará a vida pelo desempenhar da missão. Sim, estou a falar dos distribuidores de jornais gratuitos.

Um dos locais onde estão sempre de manhã é na entrada da rotunda do Marquês de Pombal, ali no canto inferior direito da foto, que por acaso é um local onde eu diariamente passo a mais de 57,4 Km/h (agora não sei bem, porque tenho o conta-quilómetros da Vespa avariado) e tenho sempre que lhes fazer um slalom, slalom, baby, logo pela matina, coisa que é dificultada pelas ramelas que ainda trago nojólhos.

Além de serem um perigo para os motociclistas, dão jornais a quem? A condutores. Onde? À entrada da rotunda mais perigosa do país. Hoje vi um gajo a fazer o Marquês* enquanto lia as gordas do Destak.





* Para que a comunidade monárquica não fique ofendida, sublinho que a expressão "fazer o Marquês" nada tem de sexual, e muito menos de petrás.

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19 comentários:

  1. Eu apanhava o metro todas as manhãs no Marquês e apreciava sobremaneira quando os distribuidores se punham em fila a bloquear as escadas acenando jornais na minha cara. A velha do Destak esteve várias vezes para beijar o mármore e os outros, pela minha vontade, iam atrás. Seria uma espécie de Tetris humano.

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  2. Eu tenho pra mim, vizinho, que eles são todos drógádos. Olhe, há um lá ao pé da minha casa também com um jornal, que me diz sempre para estacionar onde ele aponta.



    Só que eu vou de mota.

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  3. Eu conhecia um arrumador que andava de blazer e que dizia que os outros arrumadores da rua trabalhavam para ele. Um empresário, portanto.

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  4. Não perca,
    O regresso do caxineiro - capítulo III

    Já nas bancas!

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  5. Achei muito bem a tua nota em roda-pé, que senão ainda te vêm cá hastear a bandeira na calada da noite ...

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  6. Seus ingratos! Aqui ninguém oferece nada, mas já temos arrumadores drogados!
    Quando damos uma moedinha ao arrumador ele vai colocá-la no parquímetro não é?

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  7. Sim, mas moedinha = cavalo e parquímetro = veia.

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  8. AD,

    A primeira coisa que li foi "cavalo e parquímetro". Por momentos pensei que hoje tinhas ido a trote para o trabalho.

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  9. OBS.: Não dizer repetidamente e muito rápido a frase "ir a trote para o trabalho".

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  10. Quando venho a cavalo nunca ponho moedinha no parquímetro. O gajo da EMEL que tente bloquear o Coice d'Ouro a ver a sorte que tem...

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  11. Passas ali de vespa todos os dias?

    Se vires um gajo de mau aspecto a dizer-te adeus, diz-me adeus de volta.

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  12. oh... eu não passo por nenhum sitio com jornais de borla. tenho de passar o tempo do café, a olhar para o vazio da minha cabeça.

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  13. Pá, vai a um café decente, como o tasco onde eu vou. Tem o Metro, o Destak, o Oje e o DN.

    Os 3 primeiros são à borla e o 3.º é um velhote que compra às 7 da matina e às 9h o deixa no café para o pessoal ler.

    - Maravilhas de trabalhar no bairro azul.

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  14. No café onde vou o pessoal quase que anda à batatada pelo jornal.
    Basta alguém estar a ler o jornal que de repente aparece um velhote que se cola à espera da vez dele! E quando digo que se cola, refiro-me ao facto de se encostarem a nós como se fossem o nosso gémeo siamês!


    bairro azul?

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  15. Bairro Azul. Como na música:

    No bairro azul o tempo morre devagar
    Num cachimbo a rodar de mão em mão
    No bairro azul há quem pergunte a sorrir:
    Será que ainda cá estamos no fim do Verão?

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  16. Rossio e Rua Augusta?

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  17. é um lugar mágico então?

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  18. o bairro azul é como a aldeia do astérix, o único local portista de toda lisboa.

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  19. YA. E eu sou um infiltrado que planeia meter uma bomba e fazer uma grande explosão toda ela em tons de azul.

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