2009-12-16

Ecobitáite


Diálogo de gajos da Mouraria numa tasca da Rua da Madalena, onde o tema era a importância que Vasco Gonçalves teve na conquista de direitos para os trabalhadores no pós-25 de Abril, e a estratégia que Mário Soares - em conjunto com o governo norte-americano - terá delineado para o afastar do governo, alegando uma perigosa ascensão comunista:

"Ao Mário Soares só lhe faltam duas cadeiras."
"Ah sim?"
"É a cadeira eléctrica e uma cadeira pelos cornos abaixo."


Ecobitáite. Reciclamos o seu bitáite e damos-lhe uma nova vida na Internet.

12 comentários:

  1. ah ah ah ah ah

    Este é mesmo um blog verde!

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  2. Bock19:23

    Parece-me uma conversa elevada, para uma tasca da Mouraria...

    Nada mal.

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  3. este vai para o amarelo?

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  4. Foi realmente uma cena mítica: um gajo maginho com o cabelo oleoso e um gordo estrábico, os dois com os copos.

    Mas era pessoal que não era nada burro. É disto que gosto na cultura popular de tasco: as pérolas que se encontram de vez em quando.

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  5. A,

    Vai para o Bitaitão.

    (não tu, o bitáite)

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  6. Grilu,

    então é por isso que frequentas as tabernas,pela cóltura não é?


    eu vou lá pelo bagaço e minis baratuchas.

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  7. Bock11:32

    De vez em quando, enfim....MUITO de vez em quando.

    Mas é verdade que as tascas têm um encanto especial.

    O gajo com o fígado a rebentar, o chão com serradura, o sarro nas mãos do taberneiro, aquele frisson de não saber se será desta que um copo mal lavado nos vai trazer alguma doença menos séria, mas incómoda. Os minuins a acompanhar a mine, o belo do caracol que de cada vez que não é comido volta para a panela para voltar a ser servido, as moelas, as sandes de torresmo, as conversas elevadas sobre futebol.. Ah, as tascas, esse posto de guarda avançado da nossa identidade nacional!

    Eu cá gosto de tascas.

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  8. LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL!

    pensei q era o sócrates q só faltavam essas.

    e ao berlusconi.

    e...bem, a lista nunca mais acabava, né...

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  9. Aqui na minha "aldeia" havia uma tasca cuja proprietária limpava - e atenção que isto agora é importante - com o mesmo avental os copos, as mesas, as mãos e o nariz. E eu cá estou, forte e sadia. A bem da verdade, acho que tudo o que lá bebi foi pela garrafa...
    Entretanto fechou e virou um restaurante para turista.

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  10. Tascas ... a saudade que tenho de entrar numa tasca.
    Ás 8 da matina e ver aqueles homens todos de copo de três bem cheiinho, eles com os lábios todos espetados pra não se perder um gota daquilo ...as conversas... ( aquilo é preciso ir-se muito à mesma tasca para se começar a perceber o que é que os habitués dizem, que eles têm um código próprio!)
    o cheiro do álcool que paira no ar...ó saudade!

    Eu adoro tascas!
    E é onde se come melhor! é nas tascas.

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  11. Sim, de vez em quando não resisto a entrar num tasco para provar a bifana e o tinto. E quase sempre acabo à conversa com os velhotes de bafo a álcool e de aspecto sarnoso.

    Não sei explicar porquê, mas ali sentes a verdadeira essência do que é ser português.

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  12. Ah, e isso do código próprio é bem verdade. Sei algumas coisas, mas sou rookie nessa matéria.

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